sábado, 19 de setembro de 2009

Save Ferris!


Falar sobre o clássico Curtindo a Vida Adoidado, 23 anos depois do seu lançamento e com a morte recente do diretor John Hughes, não é só um simples texto, mas também uma tentativa de homenagem.

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Muitas são as pessoas que, ao se depararem com alguma das cenas do filme passando na Sessão da Tarde ou seja lá onde for, simplesmente param o que estão fazendo para dar uma espiadinha e matar a saudade.

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Quem não associa imediatamente a música Oh Yeah do Yello a Ferris, Cameron e a Ferrari do pai deste? Ferris e sua história de uma dia estão intimamente ligados ao imaginário popular. Quem viveu os anos 80 confirma isso sem pestanejar. Eu nasci no finalzinho dessa década, mais precisamente em 1988, e sei que os frutos do filme continuaram brotando pelos anos seguintes, e assim vai ser por muito tempo.

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O filme continua sendo um dos meus favoritos, ótimo para uma levantada no ânimo. Depois de sessões seguidas de longas paranoicos e insanos, Ferris Bueller's Day off é recomendado. Já o assisti inúmeras vezes, muito pelo sentimento de nostalgia que nos é passado a cada exibição, mas muito também porque os personagens parecem ter vida própria, tirar um dia de folga milhares de vezes nessas mais de duas décadas.

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A história parte de uma premissa simples: um jovem sufocado pelos dias no colégio, a fim de tirar um dia de folga com sua namorada e seu melhor amigo. E aí, por trás desse enredo descomplicado, surge uma série de personagens bem construídos, de situações hilárias, de músicas inesquecíveis. Talvez o maior mérito do filme seja construir tão bem essa estrutura a ponto de nos convidar para curtir a vida com Ferris. Essa imersão começa quando Bueller fala diretamente com a câmera e, nesse mesmo tom, ele sintetiza o filme com: "A vida passa muito depressa. Se não pararmos para curti-la, ela escapa por nossas mãos".

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Os pais sempre ocupados com o trabalho, uma irmã ranzinza, um melhor amigo depressivo, uma namorada que todos queriam igual, um diretor implacável (ou que pelo menos tenta ser), e uma Ferrari que não é Ferrari já que o modelo utilizado no filme é o de um carro semelhante devido aos custos de locação. Convivendo com esses tipos, Ferris parece o mais normal, relaxado e até inconsequente de todos. Não importa se a Ferrari do pai do Cameron pode bater, se sua namorada vai parecer estar dando uns amassos no avô, se todo mundo no colégio pensa que você necessita urgentemente de um transplante de rim. Nada disso importa. Esse é o último ano de colégio.

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Curtindo a Vida Adoidado vai crescendo, crescendo, até que explode com um Ferris amalucado dublando Twist and Shout na versão dos Beatles em meio a um desfile em Chicago. As pessoas apinham a tela, dançando em toda e qualquer direção, e até um grupo que só sabe a coreografia de Thriller do Michael Jackson, cai bem na cena.

Acho que muitas das comédias hoje em dia que apelam para o besteirol e para o açúcar, no caso das comédias românticas, poderiam aprender com Ferris e sua turma.

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Apesar da aparente simplicidade e até mesmo do clichê que acaba fazendo as pessoas se identificarem mais ainda com o filme - qual estudante nunca armou algo para faltar no colégio? -, tudo é bem tecido, bem detalhado, contando não só com a pura comédia, mas se estruturando com toques de drama, como por exemplo quando Cameron dialoga com Sloane sobre a incerteza do futuro; também com o romance de Ferris e Sloane; a aventura de fugir do temido Ed Rooney, e a própria magia que o filme adquiriu com o tempo.

Para encerrar, nada melhor do que save Ferris!

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