sábado, 12 de fevereiro de 2011

A MELHOR SÉRIE DOS ÚLTIMOS TEMPOS

Se me perguntarem agora qual é a melhor série de TV atualmente, respondo que é Breaking Bad. Há várias outras que habitam com carinho minha mente. Humor, drama, ação, ficção científica. É difícil fazer comparações pela diversidade de gêneros, mas, certamente, as histórias que mais chamam minha atenção são aquelas que se aproximam da realidade sem perder o poder de surpreender-me. E é justamente isso que acontece em Breaking Bad.


Criada e produzida por Vince Gillian, que também trabalhou com Arquivo-X, a série já começa ao avesso, com o protagonista e anti-herói Walter While, descobrindo ter um câncer no pulmão em estado avançado. Nos primeiros episódios percebemos a vida medíocre que Walt leva. Ele é um professor de química nada respeitado pelos alunos e pai de família com a dura missão de cuidar da esposa grávida e do filho com deficiência mental. Para ajudar na renda, Walt ainda usa o tempo vago para trabalhar lavando carros.

O personagem não poderia ser mais certinho e dentro dos moldes esperados para um professor, pai e católico, mas isso é até receber a notícia da doença que destrói aos poucos seu organismo. Walt nunca foi fumante, mesmo assim o pulmão foi tomado pelo câncer. E é a doença o ponto chave da série. Não fosse ela surgir drasticamente, não haveria a guinada na vida do personagem central. Walt passa a usar seus conhecimentos químicos para, com a ajuda de Jesse Pinkman, seu ex-aluno viciado em drogas, fabricar metanfetamina. É uma história que dá um nó nela mesma com um encaixe perfeito de argumentos.


Walt chuta o balde. É a resposta dele à vida. Uma vida de quem teoricamente fez tudo certo e recebeu em pagamento um duro golpe. Com a sua nova função de “cozinheiro” de metanfetamina, Walt é movido pelo objetivo de acumular a maior quantia de dinheiro possível para sua família. Jesse Pinkman tem a função de vender a droga produzida, mas ele é alguém instável, e seu vício não colabora. Jesse é a parte mais fraca e imatura da dupla. Não é a toa que os maiores erros acabam sendo cometidos por ele. A tensão entre os dois às vezes chega ao limite, deixando os espectadores apreensivos, mas entre tantas divergências, constrói-se também uma relação de amizade, afinal, Walt e Pinkman compartilham entre si problemas e fraquezas que ninguém mais tem conhecimento.

O combustível da série definitivamente é o mergulho nos vícios, fraquezas e defeitos humanos. Uma vida dupla torna-se muito mais instigante de ser observada, e essa duplicidade gera um intenso conflito, principalmente pela convivência com Hank, seu cunhado e agente respeitado da DEA, que é o departamento de combate aos narcóticos.

Breaking Bad é uma série mais adulta e densa do que a maioria em exibição e parece uma aula sobre ética, moral, nossos limites e as consequências de nossas atitudes. Walt passa a contribuir cada vez mais com o tráfico de drogas, com a legião de viciados espalhados pelas ruas, mas, por algum tempo, ele não tem noção da dimensão tomada por seus novos negócios. Com uma filosofia de “já que eles consomem de uma maneira ou de outra, vamos oferecê-los o melhor produto pelo preço mais justo”, Walt estende sua rede de vendas e passa a incomodar alguns poderosos.


A série traça um panorama interessante e fiel sobre o funcionamento do mundo das drogas, sua hierarquia, como os negócios se camuflam e como indivíduos que passam inteiramente despercebidos pelos olhos das autoridades têm importantes papéis no gerenciamento disso tudo.

Não posso falar muito, porque, de um jeito ou de outro, deixaria exposto algum spoiler, mas adianto que, nessas três temporadas já exibidas, Breaking Bad traz consigo uma característica empolgante, ela só melhora à medida que vai sendo produzida. O elenco é incrivelmente talentoso e em nenhum momento temos a sensação de personagens sobrando na tela. Cada um tem o seu devido papel e a importância necessária para fazer com que a série continue funcionando.


Se você já assistiu, faça como eu, fique torcendo pra estreia da quarta temporada. Caso ainda não tenha assistido, não perca tempo, dê um jeito de conhecer e, apropriadamente, viciar-se.

6 comentários:

Rafaela disse...

Vamos lá. hahaha
Sabe que eu adoro seriados, ou, como os japoneses chamam, dorama, né?

Eu não vejo os seriados da TV. Baixo todos. Os coreanos, os chineses e os japoneses. ;DD

Acho que o melhor seriado coreano é: IRIS. Foi um amigo nerd quem me recomendou e é fodido. Eu gostei.

O melhor chinês?! Não sei. Pulo.

Acho que os doramas japoneses são os melhores:
- Nodame Cantabile
- Hotaru no Hikari
- Smile
- Mr. Brain

Sei lá. Sou viciada em doramas. hahaha Boba, né? :)
Gosto mais para conhecer a cultura coreana, por exemplo. É interessante. Que seja.

Igres Leandro disse...

Já ouvi falar, porque tem um amigo meu que é louco por esses doramas. Ele gosta muito de animes também. Pelo pouco que sei, muitos têm histórias parecidas, não?

E as séries americanas, você não gosta?

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Gostei do blog. Bravo!
Abraços,

O Falcão Maltês

Igres Leandro disse...

Valeu, Antonio! Dá pra notar que ele anda meio parado, mas é tudo culpa dessa vida acadêmica. Logo, logo terá atualização, haha.

Kauana Maria Neves disse...

Gostei do blog. Estou de saída, passo depois para um café.

Igres Leandro disse...

Opa, Kauana! Obrigado e volte mesmo.

=)