domingo, 28 de fevereiro de 2010

O avesso


Na mesma linha de criação da agência publicitária que usou o clássico de Kafka "A Metamorfose", a fotógrafa Dina Goldstein desenvolveu esta série de fotos que mostra os populares contos de fada às avessas. São situações onde as princesas enfrentam problemas e parecem ter a vida de pessoas comuns:

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Para conhecer mais sobre Dina e o seu trabalho, visite o site dela: www.dinagoldstein.com

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

BOCAABOCA


Nesses últimos dias eu estava acabado. Comia pouco e mal, praticamente não dormia. Permanecia o dia inteiro parado, sem me mexer nadinha. Ficava por um bom tempo sentado no banco de uma praça, fingindo ler um jornal que fedia a urina de rato. Meu corpo inteiro doía pelas horas e horas que eu passava com a bunda esmagada naquele banco duro e frio de madeira. Eu ficava lá sentado, na praça, talvez porque houvesse um pouco de esperança, mas não a esperança que eu desejava para mim. Era o tipo de esperança que eu esperava findar-se. Aguardava que as crianças parassem de brincar e fossem levadas para casa com um puxão de orelha violento; que os velhos dessem um fim no gamão e nas damas depois de uma tórrida chuva; que os animaizinhos fugissem das coleiras. Talvez eu quisesse ser a estátua daquela praça para que todos depositassem seus olhos em mim. Doce ilusão! Nem sendo uma das mais belas isso aconteceria. Pelo menos riscar-me-iam com pornografia; caralhinhos voadores e bucetas avoadas. Cravariam em mim os nomes dos amores, corações e desenhinhos bregas de quem se apaixona pela primeira vez. Isso eu sei...

Eu realmente odiava aquele jornal fedido sustentado pelos meus dedos sujos. Havia lido aquelas notícias milhares de vezes. Eram as piores notícias possíveis. Minha jaqueta tinha nos bolsos restos de salgadinhos e um pedaço de bolo esfarelado de alguma festa de aniversário. Tirava algumas migalhas e as jogava para os pombos, mas não tudo. Não queria me desfazer completamente dos restos. Isto não tem nenhum significado, acreditem! Talvez, bem no fundo, tenha. Se alguém prosseguir com aquelas análises bichas e intelectualóides, talvez ache algo, mas eu não pensava em nada.

Tudo seguia na tranquilidade doentia de sempre, mas um novo elemento rompeu com aquilo. Algo de novo e de bom e de verdadeiramente esperançoso trouxe anormalidade. Eu ficava olhando para esse algo como o público fita atento a bolinha em uma enérgica partida de tênis. Meus olhos lacrimejavam, fruto da emoção e da falta de piscadas. Era uma boca, maravilhosa, nunca apresentada a este mundo. Tenho certeza de que aquela boca nasceu naquele dia. Escarlate e vívida como o sangue fresco sob a luz do sol, aquela boca tornou-se o meu ponto de referência. Se eu fosse um monitor, sofreria de dead pixels.

Ai! Uma carne suculenta, de primeira, autossuficiente, serelepe, de outro mundo. Era delicada como uma pétala de rosa, trilhada por sulcos quase imperceptíveis mas mais reveladores do que as linhas de uma mão. A linha da vida e da morte, da sorte, na boca. Comecei a poetizar, a filosofar, a tagarelar em meu âmago, a enlouquecer. Obsessão, esta era palavra mais bonita que eu podia pensar.

Tudo sumiu. O blackout da vida se fez de uma vez e os velhinhos, os cachorros, as crianças, os casais, os ônibus, os bancos, os jornais, os sons, os semáforos, os carros, a fumaça, o sol e a lua, tudo, tudo isso transformou-se em plano de fundo; era uma tela borrada na qual cada pincelada não fazia a menor diferença. Havia apenas uma crença, era naquela boca perfeita de nascença.

A boca independente não precisa de sorriso, é sempre aquele morder de lábios indeciso que faz ela ser deslumbrante, que me deixa tão arfante. Podia agora mesmo passar um elefante do meu lado, mas eu continuaria vidrado, olhando para a boca banhada de batom, expressa num só tom. Quem dera eu ter antes conhecido essa boca que jurando fidelidade iria sorrindo para a forca.

Era como uma borboleta de asas imaginárias, que davam seus contornos de tempos em tempos materializadas pelas baforadas quentes em meio ao frio desalentador. Eu poderia ver aquela boca voando até mim em determinados instantes, pairando no ar como um beija-flor totalmente diligente em seu voo.

Com toda paciência do mundo eu esperei. Eu sabia que em algum momento aquela boca estaria no mesmo espaço do ar que me envolve e respiro. Passaram-se dias e a boca permanecia por lá, de longe, fingindo que eu não existia, mas já calculando a hora de aproximar-se. Deduzi que a dona de lábios tão divinos trabalhava naquela região, talvez como uma puta que faz barba, cabelo e bigode, talvez como uma ingênua secretária que foge dos assédios de seu patrão. Só sei que lá estava ela de segunda à sexta, às 9h da manhã. A boca descia do ônibus – que era só uma grande mancha amarela – às 9h da manhã.

Remexendo nos meus bolsos em meio aos farelos de alimentos encontrei um giz de cera. Sabe-se lá o que aquilo fazia no meu bolso. Talvez eu estivesse numa festa infantil. É a explicação mais plausível para os doces, salgados e o giz. Bem, me veio uma ânsia de rabiscar e retratar aqueles lábios suspensos no ar. Por coincidência o giz tinha a mesma coloração escarlate que eu via em minha frente. No jornal fedido e enrugado eu multipliquei milhares de bocas por entre as letras, manchetes, notícias, fotos. Passei por cima de todos os acontecimentos do mundo de 09 de novembro de 1991. O jornal era quase todo vermelho; quase todo sangue. O giz era quase todo nada. Sumiu não minha mão tão inexplicavelmente como apareceu no meu bolso.

Quando voltei à mínima consciência possível, o elemento x vinha até mim. A língua correu pelos dentes como sendo uma preparação. Era eu mesmo? Era minha direção? Com tantos espalhados pelas ruas, vestidos com seus ternos confiáveis, porque ela trilharia o caminho até um aparente mendigo?

“Bom dia. Você pode me informar que horas são?”, perguntou.

Perdi a noção de tempo e espaço. Eu não tinha relógio. Olhei para a torre da igreja: os ponteiros parados. Procurei algo no jornal. Havia apenas um pequeno espaço não rabiscado: 09 de novembro de 1991, “O dia em que eu fiquei mudo”.


domingo, 31 de janeiro de 2010

Anjinho


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Angela Gossow é a endiabrada vocalista da banda Arch Enemy. Ela é gata, quente e ainda me deixa imaginando como seria escutar versos românticos com essa voz ao pé do ouvido.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Trilhos


Não há como negar. Existem coisas que simplesmente crescem com você, que te habitam e, por mais que um dia você pense que as esqueceu, elas tocam a campainha e te encaram quando se espia pelo olho mágico.

Guardar com carinho suas lembranças e acalentá-las sempre que possível faz bem. Sou uma pessoa um pouco individualista, que gosta de espaço, de um tempo só para si. Acho a solidão capaz de nos focar em um ponto, de fazer-nos avançar em linha reta – este é o lado bom -, o lado ruim é quando ela simplesmente congela seus membros. Conviver nos dispersa, na maioria das vezes. Algumas delas para bem e outras para o mal. Tudo tem o seu preço.

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Muitos dos meus melhores momentos na infância brotaram de mim mesmo e não foram compartilhados com mais ninguém. Apesar de ficar feliz, vibrante e estar junto às demais crianças da minha idade, eu refletia inconscientemente o quanto é difícil compreender visões alheias, principalmente quando se nada contra a corrente que lhe foi doutrinada pela vida inteira. Eu pensava, desatentamente, e hoje permaneço pensando, mais racionalmente do que antes, obviamente, como é complicado abstrair-se e fazer do pensamento do outro o seu próprio, nem que seja por alguns instantes, alguns flashes. No meu quadro de opiniões, esse processo constitui uma das qualidades mais nobres do ser humano, a compreensão.

Um desses momentos íntimos que cresceram ao meu lado foi assistindo Conta Comigo (Stand by Me). À primeira vista, fiquei maravilhado com aqueles personagens e com aquela história simples contada de uma maneira tão franca. Eram garotos, como eu, apoiando uns aos outros para tentar sobreviver à selvageria do mundo, dos adultos.

Quatro garotos, um clube, uma casa na árvore e um dia para não esquecer. Eram elementos singelos reunidos, mas para que a veracidade dessa simplicidade possa vir à tona é onde encontramos o processo complexo.

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O filme foi reprisado à exaustão pela Sessão da Tarde, na Rede Globo, e sempre que era exibido, mais uma vez eu fazia questão de assistir. É um clássico. Superior a qualquer filmeco enlatado desses que teimam em passar. Adaptado de um conto de Stephen King, Conta Comigo demonstra outro lado do escritor. Diferentemente da maioria de suas obras, ele nos apresenta um drama com toques de aventura e comédia; fala sobre amizade, infância, transição, frustrações e aprendizado.

É um filme nostálgico por natureza pois, além de ser narrado por Gordie, um dos quatro garotos do grupo, também conta com esse sentimento de quem já o assistiu há muito tempo.

Não poderia haver melhor adaptação desse conto. Quando lemos e relemos, temos essa impressão de que tudo foi captado muito bem. De que tudo está onde devia estar, exceto em alguns pequenos pontos, mas isso é comum em toda adaptação. Não há como não perder substância em uma transposição desse tipo. Em compensação, se ganha outras coisas.

Na sua 1 h 26 min de duração, o longa caminha por toda faixa etária de espectadores provocando nestes sentimentos peculiares que só vêm à tona quando se tem o discernimento ou a ingenuidade necessários para isso. Talvez o grande mérito do filme, dono de uma linguagem suave, nada cansativa, onde tudo o que é apresentado se faz realmente necessário.
Recomendo quem ainda não assistiu, assistir, e quem já fez isso, rever o filme. É aquele tipo de produção que não pode ser subestimada.

“Treeeeeeeeeeeeeeeem!!!”.

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Info: River Phoenix, o ator que interpretou Chris, morreu tragicamente aos 23 anos, vítima de uma overdose. Ele era jovem e promissor. A ironia é que no conto de King, os outros dois personagens morrem (Teddy e Vern), mas no filme, apenas Chris tem esse destino.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

No pé


Uma das partes mais importantes da vestimenta é o calçado. Afinal, os tênis, sapatos, botas ou chinelos são o que nos sustenta, o que nos livra das bolhas e calos ou, quando sendo os principais causadores disso, pelo menos oferecem aquele alívio de, depois de um dia cansativo, tirá-los dos pés e colocá-los de lado.

Gosto muito de tênis marcantes, daqueles com estilo, cheios de inspiração no design. Os de solado baixo e regular são os que mais me agradam. Odeio modelos cheios de molas, propulsores, ar-condicionados e trambolhos infernais.

Deem só uma olhada nesse

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O modelo foi inspirado nas roupas do personagem Ferris Buller, de Curtindo a Vida Adoidado, e não podia ser mais legal.

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Para os fãs do horror, os tênis inspirados no tio Freddie Krueger e estilizados com sangue fresco dos probre jovens da Rua Elm são demais.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Senta que eu gosto


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Pela carinha do vilão, ele não está nem aí por ter sido derrotado. Quer mesmo é aproveitar a situação.

Direto de um daqueles seriados japoneses (Spielvan) que tiveram seu auge entre os anos 80 e 90.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Simpatia da playlist


Depois de se empanturrar de panetones no natal e quase ter a bochecha arrancada por uma tia que você não conhece e fala mais “graciiinha” do que a Hebe Camargo, é hora de se preparar para o ano novo, que parece ser uma nova dimensão no tempo e no espaço, capaz de romper com os anos passados, fazendo das más lembranças algo mais fácil de esquecer, e das boas uma saudade aprazível.

Na passagem de um ano para o outro, nos voltamos incrivelmente para o futuro, para os sonhos, os planos, nos enchemos de pretensões, ou, simplesmente nos comprometemos a relaxar e deixar acontecer. Mas, essencialmente, precisamos de uma data marcante, cheia de celebrações, de fogos de artifício, de roupas novas e tapinhas nas costas. É como quando prometemos estudar mais ou arrumar o quarto e deixamos para depois. Definimos uma data mágica e revigorante: “A partir da próxima semana eu faço.”, “De amanhã não passa!” É a necessidade do recomeço, de apagar o comportamento anterior e rabiscar um novinho. Para ajudar com isso é que pipocam as simpatias, de todas as maneiras possíveis. Elas parecem um lacinho vermelho no dedo, um reforço para nossa memória não deixar fugir o que prometemos fazer. Para muitos, digo que as simpatias passam a ser um segundo pé direito, para começar o ano pisando certo e sem desequilíbrios. Elas podem até não funcionar, mas que são divertidas, isso são.

Os anseios mais comuns apontam para atrair um amor, afastar as energias negativas, ter paz, prosperidade e muito dinheiro no bolso. Tão variadas como os desejos, são as formas de se fazer a simpatia, que vão desde enterrar a cabeça na areia até o sacrifício de comer aquela comida que te embrulha o estômago o ano inteiro. Mas aí eu fico pensando, se cada simpatia se propõe a realizar algo tão bom, por que então não fazemos um combo e temos um kit de felicidade prontinho? Seria legal ver alguém pulando as sete ondinhas e comendo um prato de lentinhas ao mesmo tempo. Certamente, além de felicidade e paz, o indivíduo necessitaria de uma boa dose de coordenação motora também. Imagine então usar três cuecas ao mesmo tempo, uma vermelha, uma amarela e uma branca, respectivamente para atrair amor, dinheiro e paz. Pensando bem, é melhor não. Ficaria tão apertado que se tornar estéril também seria uma probabilidade. Agora, mais interessante do que uma combinação de simpatias, seria criar a sua própria. Sim, porque muita gente dá um toque pessoal e come feijoada ao invés de lentinha ou surfa ao invés de pular ondinha, mas criar uma simpatia inteiramente nova é algo ousado, pois a chance de não funcionar, já que ninguém a experimentou antes, é muito maior, mas também é gratificante deixar a mesmice. E é por isso, caros leitores, que já há algum tempo eu criei a minha própria simpatia e venho aqui compartilhá-la com vocês, mas, por favor, não pensem que eu os tenho como cobaias.

Sendo musical como sou (falando assim eu pareço um daqueles cartões de natal eletrônicos que tocam Noite Feliz), a simpatia consiste basicamente no seguinte, eu defino uma playlist composta por doze músicas, cada uma correspondente a cada mês do ano, escuto todas essas músicas um pouco antes da virada e das comemorações e projeto os sentimentos que elas me transmitem para o ano vindouro.

Eis a minha playlist:

Janeiro - All Is Full of Love – Björk



Em janeiro todo mundo ainda está no clima do ano novo. No mesmo clima e vestidos de branco para combinar ainda mais estão os androides super realistas do clipe da Björk celebrando tudo estar cheio de amor.

Fevereiro – Bones – The Killers



Eu verdadeiramente adoro a energia dos Killers. Sempre fico animado ao escutá-los, e no mês do carnaval, pra quem não gosta de samba e não dança nadinha como eu - ruim da cabeça ou doente do pé, de acordo com aquela outra música -, rock 'n' roll do bom é a solução.


Março – Close To Me – The Cure



The Cure? Anos 80? Sim! Espero que em 2010 esse revival oitentista continue firme e forte, pois uma década tão legal como essa – cheguei neste mundo em 1988, mas ainda foi a tempo de colher alguns frutos dos anos 80 - ainda tem muito mais coisa pra mostrar.

Sobre o clipe: existe coisa mais legal do que tocar música com um pente? Só lembrar das sete ondinhas agitando com Robert Smith no fundo do mar.

Abril – House of Cards – Radiohead



Recordar é viver! Será que é muito cedo para se recordar o ano que passou? Bem, em 2009, um dos melhores shows, senão o melhor, que houve aqui no Brasil foi o do Radiohead. Competentes ao extremo e sintonizados com o som cheio de personalidade que fazem eles levarem os fãs ao delírio. Será que existe simpatia para a banda desembarcar todos os dias aqui? Se sim, eu quero saber.

No clipe de House of Cards não foram usadas câmeras, mas uma tecnologia 3D que capta a distância e forma dos objetos.

Maio – A Waltz For A Night – Julie Delpy



Ah, maio! Quase metade do ano, né? Hora de arranjar alguém para compartilhar momentos e trocar presentinhos ou enfrentar uma fossa desgraçada quando a simpatia da roupa íntima vermelha nos deixa na mão (literalmente).

Julie Delpy é uma ótima atriz e não precisava de mais nada para ser encantadora como é, mas ela ainda canta! Pois é! Lançou apenas um disco, que em compensação veio recheado de boas músicas. Essa valsa que ela toca no filme Antes do Pôr-do-sol não tem como ser mais simples e mais apaixonante.

Junho – 1979 – The Smashing Pumpkins



Essa é uma música que toca direto no meu coração. Não sei por que, mas é como se ela me transportasse para outros lugares, outras épocas que eu não vivi. Daí vem o meu fascínio por essa canção. Eu fico reflexivo. É a hora de lembrar que metade do ano novo já passou e agora não é mais tão novo assim.

Julho – Next Time Around – Little Joy



Aí você escuta Little Joy com esse toque de ritmo havaiano gostoso e lembra de praia e de mais um ano novo e pensa que o ano pode ser novo todo mês, todo dia, toda hora, só basta um esforcinho e algo que te ajude a ficar pra cima.

Agosto – Pretending – HIM



Agosto é o mês do meu aniversário! Sim! Como eu sou um pouco ansioso, costumo aceitar presentes desde janeiro, portanto, se no natal você ganhou aquele suéter da vovó que não te serviu ou não consumiu aquele champanhe mais carinho, pode me mandar que eu aceito com o maior prazer.

Quem me conhece sabe que o HIM está entre as bandas tops do meu coração. Um pouco de pop, um pouco de heavy e um happy birthday de arrasar.

Setembro – O Tempo – Cidadão Instigado



Em setembro tudo já está no maior frenesi. A gente olha pro calendário e se pergunta como o tempo parece passar cada vez mais rápido. A sensação que se tem é que um ano é mais curto do que o outro. Nessa mistura de percepções é que eu indico uma banda que faz uma mistura acertada. Com influências da música “brega”, do rock psicodélico e umas pitadas eletrônicas, Cidadão Instigado fala sobre o tempo como se fazia há trinta anos.

Outubro – Move Your Feet – Junior Senior



Sem perder o pique no décimo mês do ano, essa música do Junior Senior combinada com o videoclipe são umas das coisas mais animadas que eu vi e ouvi em toda minha vida. Perfeita para uma festinha improvisada na sua garagem.

Novembro – I Feel It All – Feist



Mais um toque feminino para fazer do ano o melhor possível. Feist correndo num gramado em meio aos fogos de artifício em I Feel It All é perfeita para o aquecimento do que virá no próximo mês. Ela tem uma voz doce e faz uma música despretensiosa e fácil de ouvir.

Dezembro – O Vento – Los Hermanos



Rodrigo Amarante fazendo sua dobradinha aqui canta “posso ouvir o vento passar, assistir a onda bater”. É, em dezembro a gente já escuta as ondas batendo e o pessoal pulando, fazendo simpatia até cansar as pernas. Com essa, que para mim é a música mais inspirada da banda, eu encerro o ano, já pensando numa próxima playlist.

Aí você me pergunta se essa simpatia funciona comigo. Eu digo que sim, funciona! Pode não mover cadeiras, entortar colheres, aumentar o dinheiro no meu cofrinho ou me curar de alguma gripe, mas me mantem próximo do que eu gosto, do que eu me identifico, e assim o ano fica mais fácil de se viver.

As músicas que representam cada mês do ano me transmitem a mensagem de que a celebração e os bons desejos não podem ficar resumidos apenas à passagem de dezembro para janeiro, mas devem perdurar o ano inteiro.

Faça a sua playlist, escolha como sua vida deve tocar, mas, acima de tudo, crie, adapte, modifique, deixe do seu jeito, pois tudo é mais prazeroso quando parte de nós mesmos. A melhor e mais eficiente simpatia de todas é você fazer a sua própria simpatia.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Power Glove?


Hoje nós temos o Wii, o console da Nintendo mais bem sucedido, porém, em 1989, o que rolava era uma tal de Power Glove. A ideia podia ser boa - já demonstrando o grau de interatividade que os criadores pretendiam oferecer -, mas a execução foi horrível.

Pelo o que eu andei vendo por aí, essa espécie de luva/console foi fracasso de vendas, e para os desafortunados compradores, a única esperança que sobrou foi que a Power Glove se tornasse uma relíquia. O problema é que simplesmente ela não realizava o que cumpria, pois o controle por movimentos era totalmente falho.

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O mais divertido é assistir o comercial e alguns trechos de filmes que mostram o brinquedinho em ação - de forma bem duvidosa, é verdade.












Lily Allen Alien


Lily Allen tem uma beleza que me agrada. Ela não é do tipo top model, às vezes aparece meio gordinha, mas é bonita.

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O que me chama atenção são os olhos grandes, expressivos e o nariz achatadinho. Mas esta foto, com o peitinho de fora e direito a chifrinho foi de matar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Scarlett


Provavelmente este é o último post do ano. Sem baboseiras, espero que 2010 seja bem legal, e desejo isso também para as alminhas que visitam este blog.

Que todo cara gente boa que nem eu, haha, possa encontrar sua Scarlett Johansson, e toda garota lésbica também. Não, pensando melhor, não. É concorrência demais.

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Enfim, essa loirinha é um espécime para se casar de ano em ano, lavar todo tipo de louça porca e engordurada, subir escadarias de joelhos, escrever poemas de um em um minuto e ainda cortar o próprio dedo midinho e entregar para ela como prova de amor.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Sobre a não existência de um deus


Deixando de lado as figuras da cultura pop e as amenidades do dia-a-dia, quero palavrear sobre algo mais profundo (ou não?), algo difícil de ser abordado, caminhado, não tão fácil como Jesus fez sobre as águas. Falarei sobre crença, ou melhor, descrença, a minha descrença de existência de qualquer ser metafísico: Saci-Pererê, Deus, Papai Noel, duendes, fantasmas em geral e todo o resto. Peço de antemão desculpas se alguém sentir-se ofendido com este texto, mas só existem duas formas de lidar com isso: ou se tem a cabeça aberta, capaz de absorver e filtrar opiniões alheias, separando o razoável do descartável e respeitando mesmo o que não se concorda, ou simplesmente se envolve automaticamente em um escudo impenetrável, rebatendo previamente tudo o que possa ser dito com argumentos pífios numa atitude desesperada de não entrar em contato com a perigosa e contagiosa verdade de outro. A última opção me parece um tanto quanto duvidosa para alguém que diz ter fé, a “verdadeira fé”.

Para mim, ter uma religião e acreditar em um determinado deus é algo estritamente cultural. Se assim não fosse, não teríamos os milhões de deuses espalhados pelo mundo, cada um com suas particularidades e excentricidades, respondendo aos anseios de seus locais de origem, mas capazes também de corresponder a sentimentos universais.

A discussão sobre a existência ou não existência de Deus nunca terá fim, porque de um lado a argumentação se faz através de provas e da razão, de outro, se dá através da fé - que não exige nada para existir, é absoluta. Existe por si só. E então, como dois pontos de vista de níveis tão diferentes – materiais e imateriais – podem entrar em embate e daí formar uma síntese? Não sei.

Nós podemos avaliar Deus de várias maneiras, e mesmo num contexto único, em uma situação onde todos acreditam venerar o mesmo deus, o que existem são deuses diferentes, de intensidades, valores e comportamentos diferentes. É o que acontece quando um criminoso se prepara para mais uma ação delituosa e pensa “Se Deus quiser vai dar tudo certo” ou “Deus nunca me deixa na mão”; quando alguém morre e dizem “Deus quis assim”; quando um casal tem um filho deficiente e fala “foi um presente de Deus”... Enfim, estão sempre desvirtuando, criando e sobrepondo pontos basilares de Deus. Mas este comportamento na maioria das vezes não é planejado, não é malicioso, é próprio de quem crê e projeta na figura misteriosa de Deus a sua própria imagem. Quando alguém afirma se comunicar com um ser divino, transcendental, se realmente imagina que isso seja possível, acredita que obtém alguma resposta, não faz nada mais do que falar consigo mesmo, como nos tempos de amigo imaginário – o que não era um absurdo na infância, mas passa a ser na fase adulta.

O ser humano é isso, tem necessidade de crer em algo superior; de jogar a responsabilidade nas costas de mais alguém; de criar um mundo fantasioso, fictício; de poder compartilhar um sentimento universal. É algo inerente ao ser humano. Assim como nós criamos os romances, as histórias, os filmes, os videogames mais fascinantes e imersivos, que nos permitem ser quem quisermos ser e fazer coisas possíveis apenas em um mundo imaginário, criamos também um ser responsável por reger o que é grande demais para nós, pequenos seres, e responder de forma mais descomplicada o que ainda não somos capazes de responder.

Primeiro que, para quem crê com o mínimo de conhecimento possível, alguns atributos de Deus existem de forma incontestável: ele é onisciente, onipotente e onipresente. Ou seja, para quem acredita nessa força maior, soberana, estas três qualidades são próprias da natureza de Deus. Ele tudo sabe e tudo vê, e me vê digitando este texto que nega sua existência; ele tudo pode, e pode me fazer ter um ataque cardíaco neste exato momento (mas não vai, porque me ama); ele está em todos os lugares, inclusive aqui do meu lado.

Resumindo, se Deus realmente existe e nos criou, ele nos tem como hamsters que andam de lá para cá e morrem. Nada mais do que isso. Porque Deus não interfere, não mesmo, em nada. Se você tiver uma arma apontada para a cabeça e rezar de forma veemente, da maneira mais emocionada que puder, e explicar sobre os seus filhos que dependem de você e sobre seus projetos sociais que beneficiam milhares de pessoas, depois de puxado o gatilho, a arma pode até não disparar, mas em 99% das vezes ela vai. Rezar, no sentido de que alguém vai te escutar é perda de tempo, a não ser que a oração realmente te fortaleça, o faça ficar mais confiante e seguro. É semelhante quando falamos conosco e repetimos “eu vou conseguir, eu vou conseguir!”. Orar é auto-sugestão. Vejamos o exemplo de alguém que perde um importante documento e passa a procurá-lo desesperadamente, sem lograr êxito. Pois bem, o que resta é recorrer à oração. Depois de vinte minutos clamando aos céus para se achar o bendito documento, finalmente lembramos onde ele está: dentro da segunda gaveta do criado-mudo. Alguém escutou seu pedido? Depende, se você estivesse muito desesperado, talvez o vizinho pudesse ter ouvido. A verdade é que, a mente, antes atormentada e distraída, passou a focar-se em um só ponto, o documento. “Meu Deus, abençoa a minha memória e faça com que eu ache esse documento. Me ajuda, Deus, preciso disso daqui a 20 minutos. Preciso do documento, o documento, o documento!”. E assim, voltamos todo o pensamento disperso para o ponto essencial. Orar requer concentração. Sob esse ponto de vista e alguns outros, pode até ser benéfico, mas não entorta talheres, não mexe copos e não é uma forma de se comunicar com seres divinos.

O mundo definitivamente não é um lugar justo. A justiça só seria absoluta se fosse dosada de forma correspondente a cada indivíduo e a cada caso, mas não é isso que acontece. Guerras, miséria, doenças, barbaridades que vemos no telejornal e que até chegamos a presenciar. O mundo está abarrotado de dor, de hipocrisia, de jogo de interesses e de alguém sempre tentando te passar a perna. Isto é culpa de Deus? Não, afinal ele criou o livre-arbítrio, certo? Podemos fazer o que quisermos com a condição de respondermos pelos nossos atos. Agora, se Deus realmente nos proporcionou essa fatia de liberdade chamada de livre-arbítrio, será que ele não pôde prever onde nós chegaríamos? Será que, sendo ele onisciente, não pôde antever o comportamento destrutivo e também próprio do homem? Aí, este é o momento que alguém ergue o braço e diz: “Não tente compreender Deus”. Com isso, mais uma vez ficamos sem respostas, e as nossas dúvidas que fervilham e põem risco à fé, tomam um banho de água fria.

Agora, o que me irrita mesmo, são as pessoas que não apenas acreditam em Deus, mas que não concebem o fato de que outra não acredita. Sempre dizem: “No fundo, você acredita”, ou então “Você diz isso porque ainda não abriu o coração para Jesus”. Sinceramente, qual o sentido de alguém que não crê em algo, fingir que aceita aquilo como verdade, ou “semi-crer” para só depois passar resolutamente a considerar crível? É como dizer a alguém que não acredita em extraterrestres que eles só não existem para essa pessoa porque ela não assistiu seriados de ficção científica o suficiente, e que seria bom se ela desse mais atenção a isso, fosse a convenções, lesse histórias em quadrinhos, pois aí sim eles passariam a existir, eles entrariam no coração. Nós não podemos nos abrir para uma coisa que pensamos não existir, a menos que se prove o contrário, e eu não sou inflexível. Estou apto para conhecer, aprender e acreditar. Se eu vir Deus voando por aí eu acreditarei. Isto pode acontecer amanhã, ou daqui a um ano, ou dez... Mas eu vivo melhor com base nas coisas que acredito serem verdadeiras, porque eu prefiro controlar minhas ilusões – que são extremamente necessárias – ao invés de ser controlado por uma delas.

É incrível, como em pleno século XXI, muita gente que diz “Você não abriu o coração para Jesus” não abriu a cabeça para o mundo, para o turbilhão constante de informações e para as várias maneiras de se enxergar o mundo, a vida, o belo, o divino. Um dos maiores bordões que pessoas desse tipo dizem é: “Nossa, deve ser muito triste uma vida assim, sem Deus”, “A alegria verdadeira e plena só é possível por meio de Deus”. Ok, ok. Isto é o estágio da cegueira. Eu não quero ser desrespeitoso, mas muitas das religiões e de seus fiéis que encontro no meu dia-a-dia se assemelham aos times de futebol e suas torcidas. Em um grau mais avantajado, as duas situações não deixam de se operar pelo fanatismo, mas a ligação maior que eu vejo é quando eu leio nos olhos das pessoas: “Venha para o meu time”. Parece que a quantidade definitivamente suprimiu a qualidade. Religião hoje tem de ser pop, fashion, tem de estar na TV, no Twitter, nos points, substituindo a baladinha. Tem de ter o axé de Cristo, o “poparacompó”, tem de estar em todos os guetos, tribos, catequizando no cybers os índios da internet. As instituições religiosas para não perderam espaço, atuam das mais variadas maneiras, pregam nos mais variados formatos. Seria bom se isso tivesse alguma utilidade fora arrebanhar ovelhinhas.

Mais uma vez quero deixar claro que, apesar de eu ser desconectado de qualquer tipo de religião ou fé em um ser superior, este texto não é dirigido à religião e à crença em sua totalidade, mas somente à parte – que não é pequena – nociva e capaz de impedir a evolução humana.

Enxergo em muitos que se dizem totalmente devotos a Deus um apego muito mais egoísta do que altruísta. Deus aparece como elemento X, como carta coringa, nas horas de necessidade. Isto explica o termo “ser tocado por Deus”. Curiosamente, as pessoas são tocadas quando nada mais funciona, quando crer na invisibilidade de um ser é a solução mais cabível. Aí então elas dizem “abri meu coração para Deus”, quando já não há mais alternativa fora desse campo de criação. Como eu costumo dizer, Deus existe mais como um remédio individual do que como uma solução coletiva.

Outro aspecto importante relativo a esse assunto é a forma de como pessoas teístas costumam me abordar e tentar impor a existência de um Deus. Sinceramente, eu evito falar sobre esse assunto, pois além de ser algo controverso, não me faz a mínima diferença. Eu não levanto essa bandeira e digo: sejam ateus! Não. Eu simplesmente deixo isso debaixo do tapete, porque eu não quero provar nada a ninguém nem necessito que os outros pensem como eu penso, mas essas opiniões, essa forma de contestar e procurar me aproximar da verdade, faz parte de mim.

As frases que partem de pessoas já meio ceguetas tem todas um mesmo tom. É o tom da opressão, do medo, da subordinação completa. Quando me perguntam sobre a existência de um Deus, simplesmente respondo que não acredito, me atenho a isso, enquanto os que ouvem querem mais. Dizem: “É como negar o pai que sempre te amou”, “Isso é negar a salvação”, “Para garantir uma vaga no reino dos céus você tem de ser rápido”, e blábláblá... Uma baboseira sem tamanho. Eu pergunto, por que essa necessidade de impor a outro o seu modo de vida? Por que estender-se tanto ao invés de simplesmente comedir-se dizendo que “Sim, acredito. Você não, mas tudo bem” Será que essas pessoas realmente estão preocupadas com você, a fim de que você encontre a tão sonhada felicidade e abrace a salvação eterna? Penso que não. Boa parte das religiões tem base no recrutamento de indivíduos. Levar mais um para o seu time é primeiro garantir a sua vaga no céu, é praticar o que é tido como certo, mas precisou ser imposto durante a vida inteira. Todos nós nascemos ateus, todos nós nascemos laicos. Nenhum bebê vem ao mundo com fixação por crucifixos em vez de brinquedos coloridos ou água benta em vez de um suco docinho. Nenhuma criança é tocada por Deus sem que haja estímulo dos pais ou das pessoas com as quais ela convive. Infelizmente esse processo surge quase sempre de um capricho daqueles que desejam ver seus filhos já iniciados em uma religião, já bentos e protegidos, sem que para isso haja o mínimo poder de discernimento dos principais interessados, vide a ação do batismo. Não seria muito mais interessante se, as pessoas de consciência e personalidade já formadas pudessem escolher serem batizadas ou não?

Se crer em Deus, para mim, parece um negócio não muito viável, ter uma religião parece um mau negócio. Não é necessário se aprofundar muito para reconhecer um caráter segregador ao invés de agregador e doutrinas que funcionam muito mais como porta-vozes de interesses individuais do que da população. O maior perigo vem daí, das ideias de um ser humano falho infiltradas nos mandamentos incontestáveis de um deus. O oportunismo se faz tão presente que não é raro vermos por aí pessoas pagando uma carga tão pesada de contribuição para as casas de Deus que nem elas mesmas tem um teto pra morar. Sendo ponderado, eu acredito que a casa de Deus não precisa de milhares de poltronas acolchoadas, tevês de plasma, piso de granito e luzes de neon luxuosas.

Definitivamente, não crer em um deus é muito mais difícil do que crer. É nadar contra a corrente e fazer parte da minoria, da margem. Mas também é libertador, porque é saber que há uma opção; que não necessitamos seguir os outros simplesmente porque eles têm uma forma de agir já estabelecida e aceita pela maioria. Então, não acreditar em Deus é também ter mais responsabilidade e saber que nem sempre os seus erros serão perdoados; é agir não guiado pelo o que é pecado e o que não é, mas sim de acordo com princípios morais, buscando a justiça e as virtudes próprias do ser humano; é distinguir o certo do errado sem algum tipo de temor tirânico.

Eu venho de uma família católica, de alguns membros mais fervorosos e outros menos. Quando se é criança, é difícil contestar a validade de algo que ainda não se conhece bem. Aliás, essa ideia nem se passa pela cabeça, porque todos que conhecemos são assim e ponto final. Todos que conhecemos vão à igreja e se benzem, mas eu nunca tive dentro de mim nenhuma força extraordinária em relação à espiritualidade nem contato com Deus. Eu nunca pensei em Deus como um ser que vive independentemente da nossa vontade. O Deus era simplesmente o do imaginário infantil, dos especiais da TV, dos filmes, das histórias em quadrinhos e livretos ilustrados.

Imagino que um mundo mais evoluído e agradável de se viver seria pós-teísta, onde acreditar ou não em Deus já não fizesse tanta diferença e onde a maioria dos conflitos surgidos de uma fé cega fossem suprimidos.

Não é coerente nós buscarmos o sentido desta vida fora dela mesma. Eu acredito no amor e na ainda existente bondade humana, por isso tenho esperanças de que possamos plantar o melhor para nós mesmos e construirmos nossa história de forma mais liberta.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Inseto


Simplesmente adorei os trabalhos criados pela agência de publicidade belga Air. São incríveis e imersivos ao extremo.

A proposta basicamente é dar um novo ar à leitura, com a mensagem "Faça seu próprio filme: leia um livro". Para pôr a ideia em prática e materializar as palavras em modelos de produções cinematográficas de vários tipos, eles usaram o clássico de Kafka, A Metamorfose:

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Filme mudo. Na minha opinião, esta foi a melhor imagem. Incrível a profundidade que ela transmite!

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Filme estilo Las Vegas.

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Animê/Manga

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Moldado no cinema de Bollywood.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Korine


Trash Humpers vem aí. É o novo filme do Harmony Korine, eu ainda não sei do que se trata, e também não sei se saberei depois de assistir.

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Só sei que depois de ver esse trailer e escutar esses grunhidos escrotos, estou morrendo de vontade de conferir.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Duas?


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Havia escutado Tegan and Sara, achado legal e jogado na gaveta. Só isso. Eu só conhecia o som. Aí vi o clipe na TV, gostei, principalmente da garota que aparecia como duas com aquele topete caprichado. Mas não era efeito do clipe. Para minha surpresa, são duas garotas mesmo, irmãs gêmeas idênticas e bonitinhas que só elas.

Eis o clipe que me enganou: